segunda-feira, 21 de maio de 2018

À FLOR DA PELE - O DIA PRA VIVER


Foto © Ró Mar - Jardim Botânico de Lisboa


À FLOR DA PELE - O DIA PRA VIVER


Numa manhã qualquer 
Há um paradisíaco lugar
Pra espreguiçar e aflorar a alma.
Verdes ramos, olhar de bem-querer
À superfície - o ilhéu de mar e a calma.

Numa manhã qualquer
Há uma mística essência
Pra espelhar e acontecer a vida.
Azul perpétuo, pensar sem ciência
À superfície - o dom natural e a amada.

Numa manhã qualquer 
Há uma afirmação singular
Pra inovar e projetar o ser.
Miraculosa luz, coração a declamar
À flor da pele - o dia pra viver.

© Ró Mar

sábado, 5 de maio de 2018

DE UM OLHAR


Foto: Imagens do mar


DE UM OLHAR


Olhei o mar, beijei o luar.
Assim, vestiu-se-me o peito de ar,
senti p´lo lábio desejo de amar.

Surgiu o abraço p´las colinas.
Assim, banhou-se-me o coração,
senti o céu rente às meninas.

De um olhar p´ra lá do beijo.
Assim, p´la corrente de um mar,
P´ra junto de língua singular.

Quão salgado o meu desejo!
Assim, escrevo parte do dia,
alguns chamam-o de poesia.

Olhei o mar, absorvo a sensação.
Assim, sinto que há verbo amar,
há outro beijo de um olhar!

© Ró Mar

quinta-feira, 3 de maio de 2018

VOCÁBULOS SEM LETRA A


Imagem - Google


Vocábulos sem letra A


No momento que penso o que escrever escrevo sem sentido próprio. Escrever é um exercício óptimo pró cérebro se for livre. Como tudo o que nos rege tem o seu estimulo, exprimindo o sentir ouso compreender o sentido. Escrever é, pois, um premente exercício e monólogo que me quer e eu o quero conhecer melhor! Por isso, escrevo o que escrevo, escrevo simplesmente por escrever, porém, sei que nos sucedemos melhor no projecto de um dizer. Contudo, eu sou isto e isto é o que no meu ver tem que ser porque é genuíno. 
No momento que escrevo sou eu (sem léxico). O que eu escrevo hoje tem um discurso diferente! Que posso eu escrever sem incluir o sentimento!? Princípio dos princípios, vinculo que tenho com o meu querido português!? O verbo que, emerge e quero sempre exprimir, hoje escrevo d´outro modo porque pensei nele em espírito e por isso premeio o céu. Todos os modos têm o seu signo explicito e o que hoje escrevo, sem que pense muito, é dizer que me tem em discurso com o mundo. Hoje, o meu português é diferente, nem sei se é um bom português! Porque, mesmo com muito querer, nem sempre posso escrever o que quero - o "modo" que é muito meu, confidente, querido e que me tem preso pelo universo.
No momento escrevo um conjunto de signos, que nem sei se os pensei, simplesmente escrevo, e provo que posso exprimir o sentimento uno sem o "modo" que me tem no elo de um português pelo universo.
No momento o meu sentimento é muito sentido, é um gesto em movimento que pretende conseguir exprimir todo o sentimento de um eu que me conhece bem e de um mundo que me prende o movimento. Em "modo" de ser e vinculo findo este meu momento e vou indo pelo outro tempo, é possível que busque o céu, um "modo" diferente e sempre idêntico. Em tempos escrevi e presumo que hoje escrevo, por escrever, e que é de longe melhor esquecer o que penso e viver o momento.

© Ró Mar

quinta-feira, 12 de abril de 2018

RAÍZES P' RA LÁ DO RIO, O ALTO CÉU POR INSTINTO




RAÍZES P' RA LÁ DO RIO,
O ALTO CÉU POR INSTINTO


No ribeiro manso, perto de uma azinhaga,
Vive sempre alguém em busca da primavera,
Onde flui água reminiscente de uma entrega
Passiva e total à permuta da quimera.

Quimera que, não é uma mera quimera,
Passeia pelo astrolábio daqueles, doutos seres,
Que asfixiam em terra e não em estratosfera,
Pois, idealizam consonante seus viveres.

Típico dos que vivem na lua, não na lua
Mas sim no ribeiro manso de um labirinto,
Muito próprio e intemporal que sempre atua.

Reação passional dos seres que procuram
Entre as margens o infinito e encontram
Raízes p' ra lá do rio, o alto céu por instinto.

© Ró Mar

quinta-feira, 5 de abril de 2018

BEIJO, BEIJAS COMO AS FLORES DE JARDIM


Imagem - Bellissime Immagini


BEIJO, BEIJAS COMO AS FLORES DE JARDIM


Face a face como as flores de jardim
Que iluminam os dias em novas primaveras,
Mais p' ra cá do que p' ra lá deste varandim
Em que me debruço e vislumbro quimeras.

Face a face como pestanas que regalam
Os dias, espreguiçando os olhos na maciez
De peles, dando cor à vida dos que amam
Sempre mais e mais do que uma simples vez.

Em vez de pensar no bem-estar de um colo
Beijo, beijas como as flores de jardim
Que beijam assim: lado a lado - o consolo;

Olhos nos olhos, de sorriso ávido...
Beijo, beijas como as flores de jardim
Que naturalmente perfumam o mundo. 

© Ró Mar